quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

debaixo de toda armadura há
a fragilidade
debaixo de pontes de concreto
e zumbido de carros
há um lago tranquilo que
corre sem pressa
por dentro de todo peito
há um latente coração
pulsando
pulsando
pedindo
pedindo
ronronando
ronronando
por dentro de todo olhar duro
há a menina
que inda não menstrua
e brinca de pular corda
às cinco e meia da tarde
depois do chá
com suas amigas.

2 comentários:

alana ávila disse...

teu?
gostei x)

nem sabia que tuh tinha blog =O

vou vir sempre =]

=*

djavan disse...

amo esse poema
uma de suas melhores produções
acho